2.º Domingo: As nossas raízes

O 2.º Domingo da Quaresma apresenta-nos, na 1.ª leitura, a cena do sacrifício de Isaac que, na verdade, é o sacrifício do nosso patriarca Abraão, nosso pai na fé. A promessa da descendência a Abraão, no qual são abençoadas todas as nações da Terra, permite-nos lançar um olhar sobre os nossos ascendentes, sobre os nossos maiores, sobre as nossas raízes familiares e mesmo sobre os que nos precederam na fé e no-la transmitiram. Sugerimos a evocação dos avós, bisavós, como verdadeiro tesouro da família. É oportuno reforçar a ideia da urgência de uma verdadeira Aliança entre gerações… um sonho do Papa Francisco (cf. Papa Francisco, Audiência, 11.3.2015; AL 191-193; Christus vivit, 187-201). Recorde-se que um dos percursos propostos pelo Ano Família Amoris laetitia é desenvolver uma pastoral dos idosos (cf. AL 191-193) que vise superar a cultura do descarte e a indiferença e promover propostas transversais em relação às diferentes idades da vida, tornando também os idosos protagonistas da pastoral comunitária. É proposta, por exemplo, a celebração de uma Jornada para os avós e os idosos.

 
 
 
Em família, encontraremos formas de valorizar as nossas raízes, por exemplo:
 
  • Celebrar a oração em família proposta e/ou adaptada.
  • Construir e colocar no cantinho da oração a nossa árvore genealógica.
  • Rebuscar fotos antigas e colocá-las no cantinho da oração.
  • Homenagear ou prendar os nossos avós… ou outros idosos.
  • Rezar pelos que já partiram.
     

2º domingo quaresma: as nossas raízes

Introdução
Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação (recitada alternadamente pela família, dividida em 2 grupos)
A - Se Deus está por nós, quem estará contra nós?
B - Como não havia Deus de nos dar, com Jesus, todas as coisas?
A - Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor.
B - Bendito sejais para sempre.

Evangelho
G. Escutemos o santo Evangelho de nosso Jesus Cristo segundo Marcos (9, 2.4-7)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». Palavra da Salvação.

R. Glória, a Vós, Senhor!

Reflexão
– Porque terá Jesus subido a um alto monte?
Foi num monte que Deus aceitou o sacrifício de Abraão e Isaac, salvando o filho da promessa e futuro da Aliança; no monte Sinai foi celebrada a aliança com o seu Povo libertado do Egito; a esse monte regressou Elias, para revalidar essa Aliança…
 
– E que significa a nuvem?
A nuvem, que nos envolve e não se deixa agarrar, indica a presença de Deus, próximo e transcendente: era na nuvem que Deus manifestava a sua presença, quando conduzia o seu Povo através do deserto.

– Que representam Moisés e Elias?
Moisés e Elias, depois de uma quaresma rigorosa, experimentaram a proximidade de Deus que deu a Lei ao seu povo (Moisés) e revalidou a Aliança esquecida (Elias). Na Transfiguração eles puderam, finalmente, contemplar o rosto de Deus na face transfigurada do seu filho muito amado, Jesus.

– Qual é a principal mensagem deste texto?

A mensagem fundamental é que Jesus é o Filho amado de Deus, a quem devemos escutar e seguir para participarmos do seu triunfo pascal.

Responsório Breve
G. Vós aproximastes-vos de Jesus, Mediador da Nova Aliança.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: Não endureçais os vossos corações.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.

Louvor e gratidão (um membro da família lê a primeira parte e todos respondem):
Porque nos deste a Lei e os Profetas para guiar o Teu povo
– nós Te louvamos, Senhor.
Porque enviaste o teu Filho muito amado como nova e eterna Aliança
– nós Te louvamos, Senhor.
Porque somos uma família que vive e transmite a fé de geração em geração
– nós Te louvamos, Senhor.
G. Porque somos filhos muito amados, rezemos ao Pai, por Cristo, no Espírito:

Pai Nosso...

Atividade
1. Colocar na arca o papiro que revela o tesouro que vamos valorizar ao longo da semana: as nossas raízes.
2. Renovar o compromisso de viver a fé em família e de a transmitir de geração em geração.
3. Ver num álbum familiar fotografias dos avós (bisavós, etc.) que nos transmitiram, com a vida, a herança preciosa da fé. Ver quem se parece com quem. Deixar esse álbum no cantinho da oração.
4. Para os mais jovens: fazer a árvore genealógica da família (com fotos, cópias de registos de nascimento e matrimónio…), abrangendo várias gerações.

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen.

 
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1.º Domingo: A nossa Casa

Neste 1.º Domingo da Quaresma, a cena bíblica da Aliança com Noé mostra-nos como tudo está interligado, o cuidado da Terra e o cuidado dos irmãos (cf. LS 70).

O número 40, o mesmo dos dias do dilúvio, é o algarismo bíblico da penitência e da conversão, da prova e da suspensão da normalidade, com vista a um novo início. Assim é na Quaresma. O pico europeu da primeira onda da pandemia coincidiu com o período litúrgico da Quaresma. Vamos atravessar a Quaresma de 2021 em clima de confinamento ou, pelo menos, de grandes restrições por causa da pandemia. Nesta coincidência, a Aliança com Noé, que põe a salvo a sua família, dentro da sua arca, sugere-nos a ideia de que também nós devemos cuidar da nossa Casa, da nossa casa familiar como abrigo, como refúgio, como lugar de salvação, para a preservação do mundo. O apelo “fique em casa” do tempo de confinamento pode ser vivido como experiência de preservação da nossa vida e da vida dos irmãos. É também, a partir da vida em nossa casa, que podemos aprender a cuidar da Casa comum, que é o nosso mundo.
 
 

“Na família, cultivam-se os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida, como, por exemplo, o uso correto das coisas, a ordem e a limpeza, o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas. A família é o lugar da formação integral, onde se desenvolvem os distintos aspetos, intimamente relacionados entre si, do amadurecimento pessoal” (LS 213).

Como cuidar da Casa comum, a partir da nossa Casa familiar, promovendo uma aliança entre a humanidade e o ambiente (cf. LS 209-215)?

O Papa recorda-o na Encíclica Laudato Si’, de forma muito concreta: “evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano” (LS 211).

Em casa e em família podemos realizar gestos significativos do cuidado da nossa casa familiar, da nossa Casa comum, tais como:
  • Celebrar a oração em família proposta e/ou adaptada.
  • Colocar no cantinho da oração um globo terrestre ou um vaso com uma semente, deixando-a germinar na Páscoa.
  • Elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), de modo a desenvolver hábitos de maior sobriedade e simplicidade, no consumo de comida, gás, luz, etc.
  • Plantar uma árvore, cuidar das plantas.

1º Domingo da Quaresma
(no cantinho de oração)

Introdução
Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação
Sugerimos a recitação alternada, entre os membros da família (por ex., pais e filhos, etc.)

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.

Orientai os humildes na justiça
e dai-lhes a conhecer a vossa aliança.

G. Escutemos agora a Leitura do Livro do Génesis (Gn 9,8-15).
Deus disse a Noé e a seus filhos: «Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra. Palavra do Senhor.

Reflexão
Onde for possível, os filhos perguntam e os pais respondem.

– A que acontecimento bíblico se refere este texto?
O texto refere-se ao final do dilúvio do qual só se salvou a família de Noé, «confinada» numa arca que foi a sua casa durante 40 dias. (Pode contar a história…)

– Com quem e porquê Deus estabeleceu uma aliança?
Deus celebrou a aliança com toda a humanidade e com toda a criação. Uma aliança de paz simbolizada no arco-íris. Uma aliança que recorda o amor de Deus e convida o ser humano a acolher esse amor e a participar no Seu projeto: a recriação de uma «Nova Humanidade» enraizada n’Ele, onde reine o amor, a justiça, a vida em plenitude…

– Que representa a arca?
A arca permite à família de Noé «ficar de fora do modelo de vida violento e irresponsável dos seus contemporâneos».

– Que significado têm para a nossa família essa Arca e essa antiga Aliança, nestes tempos difíceis de confinamento?
Dialogar… (Como acolhemos o amor de Deus na nossa casa – a nossa «Arca» –, onde estamos de quarentena e nos abrigamos dos perigos de contágio da pandemia? Como participamos no Seu projeto? Como queremos viver esta outra «quarentena» que é a Quaresma?)

Louvor e gratidão
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus um louvor, um agradecimento pelo Seu amor e pela Sua presença, pela beleza e riqueza do universo, pela vida da família… Após duas expressões de gratidão todos respondem: Pai, obrigado pelo vosso amor para connosco.

– Pai, obrigado por…

Preces, Súplica
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus uma súplica recordando as necessidades da Igreja, dos seres humanos, do planeta, da família… Após duas expressões de súplica todos respondem: Pai, abençoai-nos e orientai o nosso coração e as nossas ações.

– Pai, pedimos por…

G. Porque desejamos acolher o Deus que nos liberta e nos preparar para a Celebração da Páscoa, rezemos: Pai Nosso…

Atividade
1. Preparar o cantinho da oração. Fazer e colocar lá uma arca e uma cruz. Dentro da arca, o rolo correspondente a esta semana (folha de papel onde tem escrito: A nossa casa, aliança entre a humanidade e o ambiente).
2. Escolher um objeto que simbolize o tesouro da semana e colocá-lo junto da arca, no cantinho da oração (propõe-se colocar um globo ou um vaso com sementes).

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen..
 
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Caminhada da Quaresma à Páscoa de 2021

A Diocese do Porto deseja percorrer, em família e com as famílias, o seu caminho para a Páscoa de 2021. Com as restrições da pandemia, é sobretudo na casa de cada família, que o queremos fazer. Se o fizermos todos juntos, sentiremos como cada comunidade cristã, apesar da dispersão, não deixará de viver e de crescer como uma verdadeira família de famílias. Convidamos, pois, cada família a tornar-se verdadeira e pequenina igreja doméstica, lugar onde, todos juntos, se sentem todos importantes, todos a cuidar de todos, todos unidos em oração, por uma Aliança de amor divino, que nos abarca e abraça a todos.
 
O que nos é sugerido?

1. Criemos em casa um cantinho de oração. Em cada domingo ser-nos-á proposto um tempo de oração, para uma Liturgia Familiar.

2. Coloquemos lá, no cantinho de oração, e para começar, além da Cruz, uma arca: lembra a arca da Aliança, que podemos construir aproveitando materiais variados (caixas de vinho, caixas de sapatos, guarda-joias etc).


3.
Nesta caminhada, recordaremos, a partir da Liturgia da Palavra, as grandes etapas desta Aliança, desde as origens da história da salvação até Jesus.

4. Dentro da arca, coloquemos pequeninos rolinhos de papel, onde está inscrito o tesouro de cada Domingo da Quaresma ou de cada um dos dias do Tríduo Pascal.

5. Em cada Domingo, em família escolhemos um objeto associado ao tesouro da semana e colocá-lo-emos junto da arca, no cantinho da oração. Daremos semana a semana algumas sugestões.

6. Além da oração e de algum gesto simbólico, em cada semana são-nos propostas algumas atitudes que nos ajudem a viver todos juntos em Aliança. Iremos propondo, semana a semana, atitudes concretas.

7. Desde o primeiro domingo, podemos elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), cuja poupança reverta para alguma obra boa (social, cultural ou espiritual) ou para o contributo penitencial proposto pela Diocese.

8. Enquanto tal não for possível participar presencialmente na Eucaristia, podemos e devemos santificar sempre o Domingo, com algum momento de oração, de celebração da liturgia familiar, de realização de obras de caridade. Podemos também acompanhar a transmissão da celebração da Eucaristia, pelo Facebook da paróquia.

O mais importante é caminharmos juntos, em direção à Páscoa, para que a nossa Aliança com Deus se renove, a partir de um coração novo, de uma vida nova, de famílias novas, esperança de um mundo renovado.

 
Unidos como família cristã
Pe. Feliciano Garcês
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Obrigado


Viver um momento de morte, de alguém tão próximo como a mãe, leva-nos a reviver e recordar tantos momentos que estavam “esquecidos”. A memória guarda o que aconteceu de bom naqueles que morrem, o que fizeram por nós e pelos outros. A morte de uma mãe desperta-nos para as pequenas e escondidas forças do ser humano, sinais de amor, entrega, serviço e doação. A morte é sempre vivida por quem continua vivo. É uma experiência misteriosa, marcada pela dor de uma ausência e de uma partida sem retorno. Viver a morte de alguém que amamos, agora ausente, abre-nos as portas do coração aos outros que estão presentes. Ajuda-nos a agarrar a vida com mais força e empenho, mas ao mesmo tempo, levam-nos a abrir as mãos para os deixar partir, nunca foram ou são propriedade nossa.

A dor da perda abre-nos caminhos novos, por onde serenamente, se revelam sinais de esperança.

Obrigado a todos os que nos acompanharam neste momento de dor, assim nos testemunham que é sempre de amor e de vida que falamos quando confrontados com a morte.

Pe. Feliciano e família.

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Oração para o XXIX Dia Mundial do Doente


«Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (Mt 23,8)

A relação de confiança na base do cuidado dos doentes
Pai santo, nós somos teus filhos.
Conhecemos o teu amor por cada um de nós
e por toda a humanidade.
Ajuda-nos a permanecer na tua luz,
para crescermos no amor recíproco,
e a fazermo-nos próximos
de quem sofre no corpo e no espírito.
Jesus Filho amado, verdadeiro homem e verdadeiro Deus,
és o nosso único Mestre.
Ensina-nos a caminhar na esperança.
Faz-nos aprender contigo, sobretudo na doença,
a acolher a fragilidade da vida.
Dá-nos a tua paz para os nossos medos,
o teu conforto para os nossos sofrimentos.
Espírito consolador,
os teus frutos são a paz, a humildade e a benevolência.
Alivia a humanidade aflita por esta pandemia.
Trata com o teu amor as relações feridas,
dá-nos o perdão recíproco,
converte os nossos corações
para que saibamos cuidar uns dos outros.
Maria, testemunha da esperança ao pé da cruz, ora por nós.

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Grupo de Acólitos

Site do Grupo de Acólitos da Paróquia da Nossa Senhora da Boavista.

Diocese do Porto

Site da Diocese do Porto.