A caminhada quaresmal de preparação para a Páscoa está a meio, celebramos o quarto domingo da quaresma com a expectativa da proximidade da celebração da Páscoa.

Continuamos em estado de emergência com normas que limitam as saídas de casa, mas com alguns sinais de que permitem um processo de desconfinamento, como foi anunciado no passado dia 11 pelo governo.

Nesse mesmo dia, um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa anuncia que serão retomadas as celebrações com fiéis a partir de dia 15 de março.

De acordo com as orientações dadas e gradualmente as actividades paroquiais serão retomadas.

Assim:

  • As celebrações das missas terão os seguintes horários: Igreja paroquial: de segunda-feira a sexta-feira, às 12h30 e 19h; ao sábado, às 11h30m missa vespertina; ao domingo: às 10h45m e 12h. Na Igreja dos Pastorinhos: ao domingo às 9h30m.
  • A igreja estará aberta das 11h às 13h e das 16h30 às 20h.
  • A catequese continuam a ser via digital até dia 27 de março. A 5 de abril retoma-se presencial.
  • Os grupos de jovens continuam a ser via digital até dia 27 de Março. A 19 de abril retoma-se presencial.

Estes passos de desconfinamento não significam que a pandemia está a terminar, por isso é importante manter todo o cuidado e seguir as orientações dadas.

Acerca da semana santa e mais propiamente o Tríduo Pascal ainda há algumas dúvidas por esclarecer, logo que seja possível informaremos os horários das celebrações.

Peço aos vários grupos que participam nas celebrações que providenciem os serviços e ministérios.

Unidos como família cristã
Pe. Feliciano Garcês
Pe. Álvaro Rodrigues

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4.º Domingo: O Perdão

A 1.ª leitura deste domingo evoca a deportação para a Babilónia, o exílio do povo de Deus e o regresso à Terra Prometida. Vem ao de cima o pecado, como infidelidade à Aliança, com as suas consequências, e a prevalência da misericórdia do Senhor, sempre mais forte do que o pecado. O pecado, como infidelidade à Aliança e a oferta do perdão como nova oportunidade do amor, para refazer a Aliança, emergem assim da temática da 1.ª leitura. Podemos refletir no dom do perdão, como o dom maior do amor. Pode perspetivar-se aqui o perdão como tesouro a descobrir, também na vida familiar, em resposta ao pecado que nos divide e separa da comunhão com Deus e com os irmãos. Esta é uma boa ocasião para refletir em família sobre o amor que tudo perdoa e pô-lo em prática (cf. Papa Francisco, Audiência, 4.11.2015; AL 105-108; AL 112-113; AL 118-119; FT números 243 e 250).

Em família, podemos:
  • Celebrar a oração proposta e/ou adaptada.
  • Tecer uma corda ou laços com os nomes dos membros da família e colocar no cantinho da oração.
  • Desenhar as mãos unidas de todos os membros da família e colocar no cantinho da oração.
  • Fazer um exame de consciência familiar.
  • Fazer memória, contando momentos e gestos de perdão e de reconciliação vividos em família.

4º Domingo da Quaresma: O perdão
(cantinho de oração)

Introdução
Guia. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

SALMO
O seguinte Salmo (136/137) pode recitar-se alternadamente entre os membros da família, participando todos com o refrão.
Refrão: Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.
Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar, com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens, dependurámos nossas harpas.
Aqueles que nos levaram cativos queriam ouvir os nossos cânticos, e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».
Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, esquecida fique a minha mão direita.
Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém a maior das minhas alegrias.
G. Escutemos agora a Leitura do Evangelho segundo São João (Jo 3, 14-17)
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

REFLEXÃO
– Quando e porquê, elevou Moisés uma serpente no deserto?
O povo de Israel, liberto da escravidão, caminhava pelo deserto em direção à terra prometida. Cansado da caminhada começou a falar contra Deus e contra Moisés. Então o Senhor enviou serpentes venenosas e muita gente morreu em Israel. O Povo, reconhecendo o seu erro, implorou o perdão. Compadecido, Deus mandou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e a suspendesse num poste. Quem fosse mordido pelas serpentes, se olhasse para a serpente de bronze ficava curado. (cf. Nm 21, 4-9).
– Porque é que Jesus disse: “também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna”?
Jesus aludia à cruz em que viria a ser “elevado” no Calvário. Todo aquele que olhar para Jesus, elevado na cruz, e acreditar n’Ele, reconhecendo o seu pecado e acolhendo o seu amor e o seu perdão, será salvo. O amor restaura a aliança quebrada pelo pecado.
– Como revela Deus o Seu amor “desmesurado” à humanidade?
Deus amou e ama de tal forma a humanidade que lhe enviou o seu Filho para a salvar com o dom da sua vida, entregue por amor, até à morte de cruz. Mediante esse sacrifício, firmou com a humanidade uma nova e definitiva aliança de misericórdia.
– Em que aspetos experimentamos o mal em cada um de nós e na família? Como podemos fazer para contemplar Jesus, na cruz, e acolhermos o seu perdão, o seu amor para sermos curados, salvos?...

SÚPLICA – MOMENTO PENITENCIAL
– Senhor, quantas vezes nos esquecemos de ti e nos tornamos cúmplices da mentira e da violência!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…
– Cristo, quantas vezes fomos infiéis à aliança que fizeste connosco e desfiguramos o rosto da tua Igreja a que pertencemos!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…
– Senhor, vós nos criastes para fazer o bem e nos ressuscitais da morte do pecado!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…

LOUVOR E GRATIDÃO
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus um louvor, um agradecimento porque nos deu seu Filho, Jesus que nos ama e nos leva para o Pai. Um Pai que é rico em misericórdia, e que, pela grande caridade com que nos amou, nos restitui à vida com Cristo.
Após duas expressões de gratidão todos respondem:
Pai, contemplando Jesus, expressamos a nossa gratidão.
– Senhor, damos-Te graças por Teu Filho Jesus e pelo seu amor por nós.
– Senhor, damos-Te graças por…
Convida-se cada membro da família a agradecer o perdão de Deus e o perdão dos irmãos.
G. Porque descobrimos na Cruz de Cristo que Deus é um Pai rico de misericórdia, invoquemo-lo com confiança na nossa caminhada rumo à Páscoa:
Pai Nosso…

ATIVIDADE
1. Construir uma trança/corda e, neste quarto domingo, colocar um papiro que revela o tesouro em que vamos valorizar, especialmente os «laços e as mãos», ao longo da semana.
2. Colocar a corda/trança junto da arca, no cantinho da oração.

BÊNÇÃO
Todos fazem o sinal da cruz, enquanto o/a Guia diz:
G. Em nome do Pai…
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen

 
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Comunicado CEP

1. O Conselho Permanente refletiu sobre a situação atual da pandemia e decidiu que as celebrações da Eucaristia com a presença da assembleia sejam retomadas a partir do dia 15 de março, observando as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020, em consonância com as normas das autoridades de saúde.
Quanto à celebração doutros sacramentos, observem-se as normas de segurança e de saúde referidas nas mesmas orientações.
Nesta fase evitar-se-ão procissões e outras expressões da piedade popular, como as “visitas pascais” e a “saída simbólica” de cruzes, de modo a evitar riscos para a saúde pública.
A Assembleia Plenária da CEP de 12-15 de abril de 2021 reavaliará estas orientações, tendo em conta a situação de pandemia no país.

2. Na sequência da Nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (17.2.2021), apresentamos algumas orientações para as celebrações da Semana Santa.

  • Para o Domingo de Ramos, a Comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém seja celebrada com a segunda forma prevista pelo Missal Romano. Evitem-se os ajuntamentos dos fiéis; os ministros e os fiéis tenham nas mãos o ramo de oliveira ou a palma que trazem consigo; de nenhum modo seja permitido a entrega ou a troca de ramos. Onde for oportuno utilize-se a terceira forma do Missal Romano, que comemora de forma simples a entrada do Senhor em Jerusalém.
  • A Missa crismal seja celebrada na manhã de Quinta-feira Santa ou, segundo o costume de algumas Dioceses, na Quarta-feira de tarde. Se não for possível «uma representação significativa de pastores, ministros e fiéis», o Bispo diocesano avalie a possibilidade de transferi-la para outro dia, de preferência dentro do Tempo Pascal.
  • A Quinta-feira Santa, na Missa vespertina da “Ceia do Senhor” omita-se o lava-pés. No final da celebração, o Santíssimo Sacramento poderá ser levado, como se prevê no rito, para o lugar da reposição numa capela da igreja onde se possa fazer a adoração, no respeito das normas para o tempo da pandemia.
  • A Sexta-feira Santa, retomando a indicação do Missal Romano (“Em caso de grave necessidade pública, pode o Ordinário do lugar autorizar ou até decretar que se junte uma intenção especial”), o Bispo introduza na oração universal uma intenção «pelos doentes, pelos defuntos e pelos doridos que sofreram alguma perda». O ato de adoração da Cruz mediante o beijo seja limitado só ao presidente da celebração.
  • A Vigília pascal poderá ser celebrada em todas as suas partes como previsto pelo rito.

Lisboa, 11 de março de 2021

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3.º Domingo: A educação

Na 1.ª leitura do 3.º Domingo da Quaresma, temos o Código da Aliança, que se exprime nas Dez Palavras, cujas regras protegem a fidelidade à mesma Aliança. O Salmo Responsorial recorda-nos que “os preceitos do Senhor valem mais do que o ouro mais fino” (Sl 18/19). A família, no meio desta cultura relativista, pode deixar-se guiar pelos mandamentos, como verdadeira bússola e tábua de salvação, que ensinam a viver e a crescer na liberdade do amor. Aqui podemos dizer que a lei do amor é “um tesouro que vale mais do que o ouro”. A partir dos dez Mandamentos, do dom da Lei, e dentro da pedagogia divina, poderíamos refletir esta semana sobre a necessária formação ética dos filhos e a urgente Aliança educativa ou pacto educativo entre famílias, escolas, sociedade, de que tantas vezes nos fala o Papa (cf. Papa Francisco, Audiência, 20.5.2015; AL 84; 263-267).

Pode acentuar-se aqui o tesouro da educação e a necessidade de reconstruir um verdadeiro pacto educativo global, de modo que o direito à educação seja respeitado em toda a parte.
 
 

Em família, esta é uma ocasião oportuna para:
  • Celebrar em família a oração proposta e/ou adaptada.
  • Colocar no cantinho da oração algum objeto escolar, algum diploma, o calendário escolar…
  • Recordar, homenagear e agradecer aos nossos educadores (pais, avós, educadores de infância, professores, catequistas, padrinhos, pároco e todos os que têm influência na formação humana e cristã).
  • Enviar mensagem de agradecimento aos educadores (pais, avós, educadores de infância, professores, catequistas, padrinhos, pároco e todos os que têm influência na formação humana e cristã).
3º domingo da quaresma
(cantinho de oração)

Introdução
Guia. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação (recitada alternadamente pela família, dividida em 2 grupos)
A - A lei do Senhor é perfeita, ela reconforta a alma;
B - Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração;
A - São mais preciosos que o ouro, o ouro mais fino;
B - São mais doces que o mel, o puro mel dos favos.

Palavra de Deus
G. Escutemos Deus que nos fala no Livro do Êxodo (Ex 20, 1-3.7-8.12-17)
Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egipto, dessa casa de escravidão. Não terás outros deuses perante Mim. Não invocarás em vão o nome do Senhor, teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo aquele que invoca o seu nome em vão. Lembrar-te-ás do dia de sábado, para o santificares. Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te vai dar. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou
o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença». Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus!

Reflexão
– Quando é que Deus deu ao seu povo os mandamentos?
Deus deu ao seu povo os mandamentos quando firmou com ele a aliança no Sinai. Podemos dizer que são as cláusulas de um pacto de amor que une em aliança Deus e o seu povo.
– Qual a razão de ser e finalidade dos mandamentos da Lei de Deus?
Os mandamentos do decálogo são uma dádiva do amor de Deus que libertou o seu povo e não quer que ele volte a cair na escravidão. São um roteiro a seguir para se ser fiel a Deus e viver na liberdade.
– Será possível resumir ainda mais os mandamentos da Lei de Deus?
Os mandamentos resumem-se numa só palavra: amar. Amar a Deus sobre todas as coisas (os 3 primeiros mandamentos) e amar o próximo como a nós mesmos (os restantes).

Responsório Breve
G. Vós aproximastes-vos de Jesus, Mediador da Nova Aliança.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: Não endureçais os vossos corações.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
 
Intercessão e súplica
G. Apresentemos ao Pai a nossas súplicas.
Cada membro da família lê uma intenção e todos respondem: Ouvi-nos, Senhor!
1. Pelos servidores da paz e da justiça, para que sejam honestos, imparciais e verdadeiros e trabalhem pelo bem dos cidadãos, oremos.
R. Ouvi-nos, Senhor!
2. Pelos homens e mulheres de toda a terra, para que não matem, não roubem e não mintam, honrem os pais, amem o próximo e sejam justos, oremos.
R. Ouvi-nos, Senhor!
3. Pela nossa família e pelas nossas escolas, para que nos ajudem a crescer na Lei de Deus e no respeito pela dignidade humana, oremos.
G. Rezemos, confiantes, como Jesus nos ensinou:
Pai Nosso…

Atividades
1. Colocar na arca o papiro que revela o tesouro que vamos valorizar ao longo da semana: a educação.
2. Colocar junto da Cruz, no nosso cantinho da oração, algo que nos recorde a vida escolar (livro, mochila, caderno, diploma, etc.).
3. Durante a semana, rezar pelos professores dos membros do agregado familiar, vivos ou defuntos. Manifestar estima aos professores que acompanham os membros da família em idade escolar. Fazer uma chamada telefónica a um antigo professor...

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen.
 
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2.º Domingo: As nossas raízes

O 2.º Domingo da Quaresma apresenta-nos, na 1.ª leitura, a cena do sacrifício de Isaac que, na verdade, é o sacrifício do nosso patriarca Abraão, nosso pai na fé. A promessa da descendência a Abraão, no qual são abençoadas todas as nações da Terra, permite-nos lançar um olhar sobre os nossos ascendentes, sobre os nossos maiores, sobre as nossas raízes familiares e mesmo sobre os que nos precederam na fé e no-la transmitiram. Sugerimos a evocação dos avós, bisavós, como verdadeiro tesouro da família. É oportuno reforçar a ideia da urgência de uma verdadeira Aliança entre gerações… um sonho do Papa Francisco (cf. Papa Francisco, Audiência, 11.3.2015; AL 191-193; Christus vivit, 187-201). Recorde-se que um dos percursos propostos pelo Ano Família Amoris laetitia é desenvolver uma pastoral dos idosos (cf. AL 191-193) que vise superar a cultura do descarte e a indiferença e promover propostas transversais em relação às diferentes idades da vida, tornando também os idosos protagonistas da pastoral comunitária. É proposta, por exemplo, a celebração de uma Jornada para os avós e os idosos.

 
 
 
Em família, encontraremos formas de valorizar as nossas raízes, por exemplo:
 
  • Celebrar a oração em família proposta e/ou adaptada.
  • Construir e colocar no cantinho da oração a nossa árvore genealógica.
  • Rebuscar fotos antigas e colocá-las no cantinho da oração.
  • Homenagear ou prendar os nossos avós… ou outros idosos.
  • Rezar pelos que já partiram.
     

2º domingo quaresma: as nossas raízes

Introdução
Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação (recitada alternadamente pela família, dividida em 2 grupos)
A - Se Deus está por nós, quem estará contra nós?
B - Como não havia Deus de nos dar, com Jesus, todas as coisas?
A - Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor.
B - Bendito sejais para sempre.

Evangelho
G. Escutemos o santo Evangelho de nosso Jesus Cristo segundo Marcos (9, 2.4-7)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». Palavra da Salvação.

R. Glória, a Vós, Senhor!

Reflexão
– Porque terá Jesus subido a um alto monte?
Foi num monte que Deus aceitou o sacrifício de Abraão e Isaac, salvando o filho da promessa e futuro da Aliança; no monte Sinai foi celebrada a aliança com o seu Povo libertado do Egito; a esse monte regressou Elias, para revalidar essa Aliança…
 
– E que significa a nuvem?
A nuvem, que nos envolve e não se deixa agarrar, indica a presença de Deus, próximo e transcendente: era na nuvem que Deus manifestava a sua presença, quando conduzia o seu Povo através do deserto.

– Que representam Moisés e Elias?
Moisés e Elias, depois de uma quaresma rigorosa, experimentaram a proximidade de Deus que deu a Lei ao seu povo (Moisés) e revalidou a Aliança esquecida (Elias). Na Transfiguração eles puderam, finalmente, contemplar o rosto de Deus na face transfigurada do seu filho muito amado, Jesus.

– Qual é a principal mensagem deste texto?

A mensagem fundamental é que Jesus é o Filho amado de Deus, a quem devemos escutar e seguir para participarmos do seu triunfo pascal.

Responsório Breve
G. Vós aproximastes-vos de Jesus, Mediador da Nova Aliança.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: Não endureçais os vossos corações.
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.
G. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
R. Não recuseis ouvir Aquele que vos fala.

Louvor e gratidão (um membro da família lê a primeira parte e todos respondem):
Porque nos deste a Lei e os Profetas para guiar o Teu povo
– nós Te louvamos, Senhor.
Porque enviaste o teu Filho muito amado como nova e eterna Aliança
– nós Te louvamos, Senhor.
Porque somos uma família que vive e transmite a fé de geração em geração
– nós Te louvamos, Senhor.
G. Porque somos filhos muito amados, rezemos ao Pai, por Cristo, no Espírito:

Pai Nosso...

Atividade
1. Colocar na arca o papiro que revela o tesouro que vamos valorizar ao longo da semana: as nossas raízes.
2. Renovar o compromisso de viver a fé em família e de a transmitir de geração em geração.
3. Ver num álbum familiar fotografias dos avós (bisavós, etc.) que nos transmitiram, com a vida, a herança preciosa da fé. Ver quem se parece com quem. Deixar esse álbum no cantinho da oração.
4. Para os mais jovens: fazer a árvore genealógica da família (com fotos, cópias de registos de nascimento e matrimónio…), abrangendo várias gerações.

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen.

 
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1.º Domingo: A nossa Casa

Neste 1.º Domingo da Quaresma, a cena bíblica da Aliança com Noé mostra-nos como tudo está interligado, o cuidado da Terra e o cuidado dos irmãos (cf. LS 70).

O número 40, o mesmo dos dias do dilúvio, é o algarismo bíblico da penitência e da conversão, da prova e da suspensão da normalidade, com vista a um novo início. Assim é na Quaresma. O pico europeu da primeira onda da pandemia coincidiu com o período litúrgico da Quaresma. Vamos atravessar a Quaresma de 2021 em clima de confinamento ou, pelo menos, de grandes restrições por causa da pandemia. Nesta coincidência, a Aliança com Noé, que põe a salvo a sua família, dentro da sua arca, sugere-nos a ideia de que também nós devemos cuidar da nossa Casa, da nossa casa familiar como abrigo, como refúgio, como lugar de salvação, para a preservação do mundo. O apelo “fique em casa” do tempo de confinamento pode ser vivido como experiência de preservação da nossa vida e da vida dos irmãos. É também, a partir da vida em nossa casa, que podemos aprender a cuidar da Casa comum, que é o nosso mundo.
 
 

“Na família, cultivam-se os primeiros hábitos de amor e cuidado da vida, como, por exemplo, o uso correto das coisas, a ordem e a limpeza, o respeito pelo ecossistema local e a proteção de todas as criaturas. A família é o lugar da formação integral, onde se desenvolvem os distintos aspetos, intimamente relacionados entre si, do amadurecimento pessoal” (LS 213).

Como cuidar da Casa comum, a partir da nossa Casa familiar, promovendo uma aliança entre a humanidade e o ambiente (cf. LS 209-215)?

O Papa recorda-o na Encíclica Laudato Si’, de forma muito concreta: “evitar o uso de plástico e papel, reduzir o consumo de água, diferenciar o lixo, cozinhar apenas aquilo que razoavelmente se poderá comer, tratar com desvelo os outros seres vivos, plantar árvores, apagar as luzes desnecessárias… Tudo isto faz parte duma criatividade generosa e dignificante, que põe a descoberto o melhor do ser humano” (LS 211).

Em casa e em família podemos realizar gestos significativos do cuidado da nossa casa familiar, da nossa Casa comum, tais como:
  • Celebrar a oração em família proposta e/ou adaptada.
  • Colocar no cantinho da oração um globo terrestre ou um vaso com uma semente, deixando-a germinar na Páscoa.
  • Elaborar um plano de privação (de jejum e abstinência), de modo a desenvolver hábitos de maior sobriedade e simplicidade, no consumo de comida, gás, luz, etc.
  • Plantar uma árvore, cuidar das plantas.

1º Domingo da Quaresma
(no cantinho de oração)

Introdução
Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação
Sugerimos a recitação alternada, entre os membros da família (por ex., pais e filhos, etc.)

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.

Orientai os humildes na justiça
e dai-lhes a conhecer a vossa aliança.

G. Escutemos agora a Leitura do Livro do Génesis (Gn 9,8-15).
Deus disse a Noé e a seus filhos: «Estabelecerei a minha aliança convosco, com a vossa descendência e com todos os seres vivos que vos acompanham: as aves, os animais domésticos, os animais selvagens que estão convosco, todos quantos saíram da arca e agora vivem na terra. Palavra do Senhor.

Reflexão
Onde for possível, os filhos perguntam e os pais respondem.

– A que acontecimento bíblico se refere este texto?
O texto refere-se ao final do dilúvio do qual só se salvou a família de Noé, «confinada» numa arca que foi a sua casa durante 40 dias. (Pode contar a história…)

– Com quem e porquê Deus estabeleceu uma aliança?
Deus celebrou a aliança com toda a humanidade e com toda a criação. Uma aliança de paz simbolizada no arco-íris. Uma aliança que recorda o amor de Deus e convida o ser humano a acolher esse amor e a participar no Seu projeto: a recriação de uma «Nova Humanidade» enraizada n’Ele, onde reine o amor, a justiça, a vida em plenitude…

– Que representa a arca?
A arca permite à família de Noé «ficar de fora do modelo de vida violento e irresponsável dos seus contemporâneos».

– Que significado têm para a nossa família essa Arca e essa antiga Aliança, nestes tempos difíceis de confinamento?
Dialogar… (Como acolhemos o amor de Deus na nossa casa – a nossa «Arca» –, onde estamos de quarentena e nos abrigamos dos perigos de contágio da pandemia? Como participamos no Seu projeto? Como queremos viver esta outra «quarentena» que é a Quaresma?)

Louvor e gratidão
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus um louvor, um agradecimento pelo Seu amor e pela Sua presença, pela beleza e riqueza do universo, pela vida da família… Após duas expressões de gratidão todos respondem: Pai, obrigado pelo vosso amor para connosco.

– Pai, obrigado por…

Preces, Súplica
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus uma súplica recordando as necessidades da Igreja, dos seres humanos, do planeta, da família… Após duas expressões de súplica todos respondem: Pai, abençoai-nos e orientai o nosso coração e as nossas ações.

– Pai, pedimos por…

G. Porque desejamos acolher o Deus que nos liberta e nos preparar para a Celebração da Páscoa, rezemos: Pai Nosso…

Atividade
1. Preparar o cantinho da oração. Fazer e colocar lá uma arca e uma cruz. Dentro da arca, o rolo correspondente a esta semana (folha de papel onde tem escrito: A nossa casa, aliança entre a humanidade e o ambiente).
2. Escolher um objeto que simbolize o tesouro da semana e colocá-lo junto da arca, no cantinho da oração (propõe-se colocar um globo ou um vaso com sementes).

Bênção
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen..
 
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Grupo de Acólitos

Site do Grupo de Acólitos da Paróquia da Nossa Senhora da Boavista.

Diocese do Porto

Site da Diocese do Porto.