Semana Santa

De acordo com as orientações das diversas entidades competentes, tendo sempre presente o cuidado necessário porque continuamos em tempo de pandemia, poderemos celebrar a Páscoa.
Assim teremos as seguintes celebrações:

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor.
Igreja Paroquial: sábado às 16h e às 19h; domingo às 10h 45m, 12h, 13h15m e às 19h.
Igreja dos Pastorinhos: sábado às 18h; domingo às 9h30m.
Serão disponibilizados ramos à entrada da Igreja. Um por pessoa, não pode haver entrega ou troca de ramos.

Quinta-Feira Santa
Missa da Ceia do Senhor, às 19h.
Adoração do Santíssimo: após a missa até às 21h.

Sexta-feira Santa
Celebração da Paixão do Senhor, às 15h. O ato de adoração da Cruz mediante o beijo seja limitado só ao presidente da celebração. Os restantes podem fazer aproximação à cruz e genufletir, ou uma inclinação profunda.

Sábado Santo
Celebração da Vigília Pascal, às 21h30m.

Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor
O horário das missas é o habitual dos domingos. às 10h 45m, 12h, 13h15m e às 19h. Igreja dos Pastorinhos: às 9h30m.

Partilha

5.º Domingo: A Aliança Conjugal

A 1.ª leitura deste Domingo oferece-nos um belíssimo texto, com o anúncio e a promessa da nova Aliança. A nova Aliança, prometida no livro de Jeremias (Jr 31,31-34), será gravada no coração. O coração novo é afinal a grande arca do tesouro: «Onde estiver o teu tesouro aí estará o teu coração» (Mt 6,21).

Vale a pena aprofundar o significado da palavra Aliança e da sua íntima ligação ao Matrimónio, porque esta perspetiva é muito pouco conhecida e compreendida, entre nós. “Não esqueçamos que a Aliança de Deus com o seu povo se exprime como um desposório (cf. Ez 16, 8.60; Is 62, 5; Os 2, 21-22), e a nova Aliança é apresentada também como um matrimónio (cf. Ap 19, 7; 21, 2; Ef 5, 25)” (AL 318, nota 378). E a partir daqui podemos refletir mais atentamente sobre o casamento como vocação cristã a exprimir o amor e a Aliança de Deus connosco (cf. AL 71-75 e 131-132; 279; 318).

Sabemos bem que nem todas as famílias estão constituídas por casais. Basta pensar nas famílias monoparentais e em pessoas que vivem sozinhas ou mesmo abandonadas. Mas, em todo o caso, urge compreender, anunciar e celebrar a beleza do sacramento do Matrimónio, a partir da imagem da Aliança. É um desafio para todos, mesmo para aqueles que ainda não correspondem plenamente ao ideal do Matrimónio (casais em união de facto ou casados civilmente) ou já não o podem alcançar, depois de algumas feridas abertas ou de ruturas consumadas.

Em família, podemos:
  • Celebrar a oração proposta e/ou adaptada.
  • Desenhar e colocar no cantinho da oração o coração da família, no qual podemos inscrever três qualidades de cada pessoa, na certeza de que «o homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom» (Lc 6,45).
  • Revisitar o álbum ou o filme do Matrimónio (se os houver).
  • Meditar a 1.ª leitura e enriquecer a compreensão do significado das Alianças que trocaram entre si, ou doutros sinais que fazem parte do rito do Matrimónio (AL 216).
  • Renovar os compromissos do Matrimónio (cf. Ritual do Matrimónio, n.º 277) e/ou a renovação das Alianças (Ritual do Matrimónio, n.º 279).
5º domingo: matrimónio

Introdução
Guia. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

Invocação (recitada alternadamente pela família, dividida em 2 grupos)
A – Se Deus está por nós, quem estará contra nós?
B – Como não havia Deus de nos dar, com Jesus, todas as coisas?
A – Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor.
B – Bendito sejais para sempre.

Leitura
G. Escutemos Deus que nos fala através do profeta Jeremias (Jer 31, 31-33)
Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu tivesse domínio sobre eles, diz o Senhor. Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Palavra do Senhor.
R. Graças, a Deus!
 
Reflexão
– Qual foi a primeira aliança de Deus com o Seu povo?
Pai: Foi a aliança do Sinai em que Deus entregou a Moisés as tábuas da Lei, com os dez Mandamentos, que são o roteiro que o povo devia seguir para ser fiel a Deus e viver na liberdade.
– Qual é a novidade da nova aliança que o profeta anuncia?
Mãe: A lei da nova aliança será gravada no coração. Já não se trata uma mera obediência exterior a um conjunto de leis; o nosso próprio coração será cativado pela Lei do Amor e ser-nos-á espontâneo aderir com todo o nosso ser à vontade de Deus manifestada em Jesus.
– Que significa uma aliança gravada no coração?
Pai: O coração é a sede dos sentimentos, dos pensamentos, dos projetos, das decisões e das ações do homem; é o centro do ser, onde cada pessoa dialoga consiga mesmo, toma decisões e assume responsabilidades.

Oração
G. Rezemos ao Senhor através dos Salmos (cf. Salmo 50/51), dizendo:
Refrão - Todos: Dá-me, Senhor, um coração puro.
A. Compadece-Te de mim, ó Deus, pela tua bondade, pela tua grande misericórdia, apaga os meus pecados.
B. Lava-me de toda a iniquidade e purifica-me de todas as faltas.
Refrão - Todos: Dá-me, Senhor, um coração puro.
A. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e faz nascer dentro de mim um espírito firme.
B. Não queiras repelir-me da tua presença e não retires de mim o teu espírito de santidade.
Refrão - Todos: Dá-me, Senhor, um coração puro.
A. Dá-me de novo a alegria da tua salvação e sustenta-me com espírito generoso.
B. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca anunciará o teu louvor.
Refrão: Dá-me, Senhor, um coração puro.
G. Transformados pelo Espírito e com o coração de filhos, rezemos e renovemos a nossa aliança conjugal e familiar:
Pai: Deus da Aliança, do Amor e da Paz, dá-nos um coração novo e faz dele a arca da aliança, para guardarmos fielmente o tesouro imenso do Teu amor.
Mãe: Senhor Jesus, divino Esposo, fortalece e renova o amor dos casais, para que as alianças, no dedo mais frágil, sejam um sinal do amor com que nos amas, todos os dias e até ao fim.
Filho/a: Espírito Santo, Deus-Amor, sê o nosso conforto na tristeza e na dor vem em nosso auxílio nas dificuldades. Enche a nossa casa com a abundância da alegria, do perdão e da consolação.
Todos: Ámen.
Todos: Pai Nosso

Atividade
Marido: Agora vamos colocar na arca o papiro que revela o tesouro que vamos valorizar ao longo da semana: o matrimónio. Os casais usam uma aliança e com isso querem recordar que o seu amor é um sinal vivo e eficaz do amor de Deus pelo seu Povo e do amor de Cristo pela sua Igreja.
Filho (filha): O Matrimónio é um sacramento da nova aliança, pois a aliança entre os esposos torna presente e vive da aliança de Deus connosco. Deus ama-nos com a paixão de um verdadeiro amor. E o amor de Cristo pela Igreja é a medida do amor que une marido e esposa.
Esposa: Esta semana podemos colocar no cantinho da nossa oração o álbum ou uma foto do nosso casamento.
Marido: Por isso, podemos colocar no cantinho da oração um coração e pedir ao Senhor um coração novo. O coração novo é a verdadeira arca da aliança.
Bênção final
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen.
 
Partilha

Nota Pastoral - D. Manuel Linda

Orientação Pastoral - Fé E Responsabilidade Em Tempo Incerto

Aos Sacerdotes e aos Diáconos,
Aos Responsáveis das Associações, Movimentos e Obras
E a todos os Fiéis Leigos da Diocese do Porto

O respeito absoluto pela vida humana é inerente à fé cristã. São muitas as razões para isso: o nosso Deus é o Criador e autor da vida; associou o homem e a mulher à sua defesa e propagação; deu-nos o mandamento taxativo de «não matar»; Jesus promoveu a qualidade de vida, ressuscitou mortos e sintetizou o motivo da sua vinda ao mundo como ação para que todos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10); etc.

Fiel a esta exemplaridade, a Igreja usa frequentemente o termo “vida” para referir as verdades últimas em que acredita: designa-as como «vida nova», «vida em Cristo», «vida eterna», etc. Sempre se preocupou com a salvaguarda da vida e seu timbre de qualidade. E sempre considerou como crimes mais abomináveis o homicídio, o infanticídio, o aborto, o extermínio, a eutanásia, etc.

Neste tempo de pandemia, continuam válidas as preocupações integrais com a vida humana, sua defesa e qualidade. Embora, obviamente, tenhamos de conciliar este dado com uma prática pastoral que possibilite a evangelização, aproxime o crente do seu Deus, se preocupe com os que passam dificuldades e celebre os sacramentos e as outras ações litúrgicas, neste momento ainda mais urgentes para o equilíbrio religioso e até psicológico.

Se alguma coisa esta pandemia nos ensina é que não podemos fazer programações de longo prazo, pois envolvem-na muitas incógnitas. Entretanto, também nos chegam afirmações científicas que imaginamos sejam portadoras de verdade e alguma segurança. Entre elas está a de que, se não se verificarem especiais mutações do vírus, em Portugal, poderemos atingir a esperada «imunidade de grupo» durante o próximo mês de agosto.

Tendo isto presente e recomendando vivamente que se trabalhe em unidade pastoral, coordenando e especificando nas Vigararias todos os aspetos mais concretos ou âmbitos que digam respeito ao meio local, deixo as seguintes orientações, pensadas e maturadas em Conselho Episcopal e outros órgãos de corresponsabilidade.

Redobre-se o cuidado em todas as nossas celebrações e reuniões de grupos, cumprindo as medidas que já estavam estabelecidas, pois a experiência indica que, quando a situação parece melhorar, temos a tendência de afrouxar a segurança, com consequências nefastas a curto prazo.

Nesta fase, insista-se que quem puder deve participar nas celebrações presenciais (e não meramente virtuais), mas continue-se a privilegiar os meios digitais para todas as reuniões e formações que não exijam uma presença física.

Como já foi difundido por Nota da Conferência Episcopal, celebre-se o tríduo pascal de forma habitual, com a preocupação de não tornar demasiadamente longas cada uma das celebrações. Nos Ramos, será aconselhável proceder à bênção, exclusivamente, no interior da igreja e só daqueles que os fiéis levarem consigo.

De acordo com a mesma Nota, no anúncio da Páscoa, desaconselham-se vivamente manifestações públicas exteriores, no género de «visita pascal». Em contrapartida, seria de recuperar, em todas as Paróquias, a bênção do Santíssimo Sacramento. Poder-se-ia fazer da seguinte forma: no final da Missa, depois da oração pós-Comunhão, antes de despedir o povo, o Pároco, acompanhado pelo Diácono (se o houver) e um acólito com uma lanterna e um turiferário, faria uma pequeníssima «procissão» até à porta ou ao adro da igreja e aí daria a bênção à(s) sua(s) Paróquia(s), sem dizer qualquer palavra. Regressava ao interior do templo e, depois do Tantum ergo, daria a bênção aos fiéis presentes e despedia-os. Nesse momento, os sinos poderiam tocar em júbilo de ressurreição.

Por motivos de segurança e de convívio, a Missa Crismal não será celebrada em quinta-feira santa, mas passará para as 10 horas do dia 11 de setembro. Neste dia, já costumávamos celebrar por alma dos Ministros ordenados da Diocese do Porto. Este ano, temos um motivo acrescido: o número incrivelmente alto –cerca de duas dezenas- de sacerdotes que faleceram desde a última Páscoa. Para além da renovação das promessas sacerdotais e bênção/consagração dos santos óleos, faremos desse dia, portanto, uma solene oração de sufrágio pelos membros da nossa família presbiteral. Peço que, dentro do possível, coordene as atividades pastorais para poder estar livre na manhã desse sábado.

Até lá, deve continuar a usar os santos óleos benzidos/consagrado no ano passado, no dia do Sagrado Coração de Jesus.

Porque não conhecemos as determinações governamentais que, entretanto, nos irão chegar, não se assumam compromissos com incidência comercial ou de outro género a respeito das festas de verão e mesmo das tradicionais procissões do Corpo de Deus e do Mês de Maria.

Sem negar a possibilidade de as realizar individualmente ou em grupos muito reduzidos, quer por motivos de segurança por causa dos convívios que se lhes costumam seguir, quer, especialmente, porque não se compreende uma iniciação cristã sem experiência de comunidade celebrante, é mais sensato deixar a Primeira Comunhão e a Profissão de Fé para setembro/outubro. Não basta conhecer a doutrina, mas é necessária uma vivência sacramental. Explique-se às famílias esta razão e impliquem-se na obrigação de ajudarem os filhos a criarem o hábito da Missa dominical.

O mesmo se poderia dizer das Confirmações, não obstante o perigo de algumas «perdas». Também aqui, manda a prudência que se adiem mais uns (poucos) meses.

Não sabemos como é que a vida religiosa vai «desconfinar» depois da pandemia. Sabemos, porém, que as coisas não regressam ao passado: haverá famílias que vão viver a sua qualidade de «Igreja doméstica» com uma convicção nova e mais fortalecida e outras que, porventura, se desafeiçoarão da prática crente. Temos de ajudar umas e outras e encontrar formas de chegar junto delas. Um dos meios para isso é a difusão da Cruz em casa de todas as famílias, pois só esta lhes lembrará a sua condição cristã. Convido todos os agentes pastorais a porem muito interesse nesta campanha que está a ser promovida na nossa Diocese.

No mais e naquilo que não contradisser estas orientações, sigam-se os princípios dados com as minhas Notas anteriores, mormente a de 28 de agosto de 2020.

Estas orientações podem ser revistas em qualquer ocasião, mormente a meados de abril, altura da reunião plenária da Conferência Episcopal que se debruçará sobre esta temática.


Porto, 17 de março de 2021

Partilha

A caminhada quaresmal de preparação para a Páscoa está a meio, celebramos o quarto domingo da quaresma com a expectativa da proximidade da celebração da Páscoa.

Continuamos em estado de emergência com normas que limitam as saídas de casa, mas com alguns sinais de que permitem um processo de desconfinamento, como foi anunciado no passado dia 11 pelo governo.

Nesse mesmo dia, um comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa anuncia que serão retomadas as celebrações com fiéis a partir de dia 15 de março.

De acordo com as orientações dadas e gradualmente as actividades paroquiais serão retomadas.

Assim:

  • As celebrações das missas terão os seguintes horários: Igreja paroquial: de segunda-feira a sexta-feira, às 12h30 e 19h; ao sábado, às 11h30m missa vespertina; ao domingo: às 10h45m e 12h. Na Igreja dos Pastorinhos: ao domingo às 9h30m.
  • A igreja estará aberta das 11h às 13h e das 16h30 às 20h.
  • A catequese continuam a ser via digital até dia 27 de março. A 5 de abril retoma-se presencial.
  • Os grupos de jovens continuam a ser via digital até dia 27 de Março. A 19 de abril retoma-se presencial.

Estes passos de desconfinamento não significam que a pandemia está a terminar, por isso é importante manter todo o cuidado e seguir as orientações dadas.

Acerca da semana santa e mais propiamente o Tríduo Pascal ainda há algumas dúvidas por esclarecer, logo que seja possível informaremos os horários das celebrações.

Peço aos vários grupos que participam nas celebrações que providenciem os serviços e ministérios.

Unidos como família cristã
Pe. Feliciano Garcês
Pe. Álvaro Rodrigues

Partilha

4.º Domingo: O Perdão

A 1.ª leitura deste domingo evoca a deportação para a Babilónia, o exílio do povo de Deus e o regresso à Terra Prometida. Vem ao de cima o pecado, como infidelidade à Aliança, com as suas consequências, e a prevalência da misericórdia do Senhor, sempre mais forte do que o pecado. O pecado, como infidelidade à Aliança e a oferta do perdão como nova oportunidade do amor, para refazer a Aliança, emergem assim da temática da 1.ª leitura. Podemos refletir no dom do perdão, como o dom maior do amor. Pode perspetivar-se aqui o perdão como tesouro a descobrir, também na vida familiar, em resposta ao pecado que nos divide e separa da comunhão com Deus e com os irmãos. Esta é uma boa ocasião para refletir em família sobre o amor que tudo perdoa e pô-lo em prática (cf. Papa Francisco, Audiência, 4.11.2015; AL 105-108; AL 112-113; AL 118-119; FT números 243 e 250).

Em família, podemos:
  • Celebrar a oração proposta e/ou adaptada.
  • Tecer uma corda ou laços com os nomes dos membros da família e colocar no cantinho da oração.
  • Desenhar as mãos unidas de todos os membros da família e colocar no cantinho da oração.
  • Fazer um exame de consciência familiar.
  • Fazer memória, contando momentos e gestos de perdão e de reconciliação vividos em família.

4º Domingo da Quaresma: O perdão
(cantinho de oração)

Introdução
Guia. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.
G. Celebrastes connosco, Senhor, uma aliança eterna.
R. Renovamos, hoje, o nosso sim!

SALMO
O seguinte Salmo (136/137) pode recitar-se alternadamente entre os membros da família, participando todos com o refrão.
Refrão: Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.
Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar, com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens, dependurámos nossas harpas.
Aqueles que nos levaram cativos queriam ouvir os nossos cânticos, e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».
Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, esquecida fique a minha mão direita.
Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém a maior das minhas alegrias.
G. Escutemos agora a Leitura do Evangelho segundo São João (Jo 3, 14-17)
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

REFLEXÃO
– Quando e porquê, elevou Moisés uma serpente no deserto?
O povo de Israel, liberto da escravidão, caminhava pelo deserto em direção à terra prometida. Cansado da caminhada começou a falar contra Deus e contra Moisés. Então o Senhor enviou serpentes venenosas e muita gente morreu em Israel. O Povo, reconhecendo o seu erro, implorou o perdão. Compadecido, Deus mandou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e a suspendesse num poste. Quem fosse mordido pelas serpentes, se olhasse para a serpente de bronze ficava curado. (cf. Nm 21, 4-9).
– Porque é que Jesus disse: “também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna”?
Jesus aludia à cruz em que viria a ser “elevado” no Calvário. Todo aquele que olhar para Jesus, elevado na cruz, e acreditar n’Ele, reconhecendo o seu pecado e acolhendo o seu amor e o seu perdão, será salvo. O amor restaura a aliança quebrada pelo pecado.
– Como revela Deus o Seu amor “desmesurado” à humanidade?
Deus amou e ama de tal forma a humanidade que lhe enviou o seu Filho para a salvar com o dom da sua vida, entregue por amor, até à morte de cruz. Mediante esse sacrifício, firmou com a humanidade uma nova e definitiva aliança de misericórdia.
– Em que aspetos experimentamos o mal em cada um de nós e na família? Como podemos fazer para contemplar Jesus, na cruz, e acolhermos o seu perdão, o seu amor para sermos curados, salvos?...

SÚPLICA – MOMENTO PENITENCIAL
– Senhor, quantas vezes nos esquecemos de ti e nos tornamos cúmplices da mentira e da violência!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…
– Cristo, quantas vezes fomos infiéis à aliança que fizeste connosco e desfiguramos o rosto da tua Igreja a que pertencemos!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…
– Senhor, vós nos criastes para fazer o bem e nos ressuscitais da morte do pecado!
R. Pai, contemplando Jesus, acolhemos a tua misericórdia e o teu perdão…

LOUVOR E GRATIDÃO
Cada membro da família é convidado a dirigir a Deus um louvor, um agradecimento porque nos deu seu Filho, Jesus que nos ama e nos leva para o Pai. Um Pai que é rico em misericórdia, e que, pela grande caridade com que nos amou, nos restitui à vida com Cristo.
Após duas expressões de gratidão todos respondem:
Pai, contemplando Jesus, expressamos a nossa gratidão.
– Senhor, damos-Te graças por Teu Filho Jesus e pelo seu amor por nós.
– Senhor, damos-Te graças por…
Convida-se cada membro da família a agradecer o perdão de Deus e o perdão dos irmãos.
G. Porque descobrimos na Cruz de Cristo que Deus é um Pai rico de misericórdia, invoquemo-lo com confiança na nossa caminhada rumo à Páscoa:
Pai Nosso…

ATIVIDADE
1. Construir uma trança/corda e, neste quarto domingo, colocar um papiro que revela o tesouro em que vamos valorizar, especialmente os «laços e as mãos», ao longo da semana.
2. Colocar a corda/trança junto da arca, no cantinho da oração.

BÊNÇÃO
Todos fazem o sinal da cruz, enquanto o/a Guia diz:
G. Em nome do Pai…
G. O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.
R. Ámen

 
Partilha

Grupo de Acólitos

Site do Grupo de Acólitos da Paróquia da Nossa Senhora da Boavista.

Diocese do Porto

Site da Diocese do Porto.